sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Aquele Amigo

Meu Amigo, estranho olhar para você e não sentir mais o desejo de te ter como amante.
Sabe aquele pingente que você me 'deu'? Eu ainda o guardo, pois mesmo não sendo mais o meu amor, você será sempre meu amigo.

Nós não estamos nos vendo muito, mas mesmo assim ainda penso bastante em você, ainda tenho saudade dos nossos momentos juntos. E sempre que volto minha mente para estes assuntos, ainda sim é estranho não te ver como antes, não sentir o mesmo, o amor que tenho por você não passa de amizade.

Sobre Ele

Porque quando estou com Ele tudo é magico, eu tenho amor, atenção, afeto, eu tenho tudo que poderia querer.
E quando estou com Ele isto é o suficiente, é o que eu preciso, e nada mais importa, só seu sorriso, seu toque e a presença.

Só que isto é apenas por um momento, logo tudo passa, eu não entendo como Ele pode sumir, parece que não sente minha falta e que não se importa comigo, como isso é possível?
Quando estamos juntos é uma coisa, mas logo depois Ele simplesmente desaparece e me esquece.

Onde eu tenho errado? 

Me diga como consertar isto? É apenas o seu jeito e eu nada posso fazer.

Eu o amo, mas gosto da presença.
Talvez eu seja muito carente, e precise de mais atenção do que Ele pode me dedicar.
Talvez eu tenha me aberto demais e não o vi fazendo o mesmo. 
Eu não conheço seus medos, seus desejos, eu não entendo o motivo da fuga.

domingo, 9 de outubro de 2011

Velho Companheiro

Certo dia, enquanto andava pelas ruas senti saudade de um velho amigo, que sempre me mostrava lindas paisagens.

Me concentrei em sua memoria e desejei sua presença, como resposta senti uma forte brisa,  quando dei por mim estava sobre seu grande dorso. Posicionei minhas mãos sobre suas grossas escamas purpura, muito mais brilhantes do que me lembrava, e então saltamos do alto do penhasco para um de nosso voos.

Sua cauda havia mudado de cor desde o ultimo encontro, negra na ponta passando por um forte azul, mas suas asas continuavam em um vermelho vibrante como sempre.

Eu sabia que ele também sentira minha falta, agora nós estávamos maiores, e ele muito mais bonito e imponte. Nada dissemos um ao outro, mas sabíamos para onde ir.

Perto do lago, onde a floresta acabava, nos voamos em direção ao horizonte, naquele belo por do sol.

Impossível descrever a sensação, tanto por si só, quando ao fato de me remontar aos dias muitos antigos em minha contagem de tempo.

A nossa amizade, nosso tempo juntos, a linda paisagem, a completa nostalgia, e todo o tempo em que ficamos separados.
Apos o voo, nós sentamos a margem oposta do velho lago, olhei em seus olhos e um sorriso com lagrimas se formou em nossas faces.

Antes que pudesse me despedir, abri os olhos e voltei a minha realidade.

Extremos

Nunca fui uma pessoa muito equilibrada, tenho tendencia aos extremos em relação a praticamente tudo.


O exagero faz parte de mim, feliz ou triste, preocupada ou descontraída, tudo que faço é regrado pelo excesso. Vivo como se estivesse em um palco sentindo o personagem a flor da pele.
Não digo que é ruim, não digo que é errado, eu apenas gosto de viver intensamente cada sensação, beijo e sonho maluco, gosto de sentir cada palavra de um livro, cada toque da brisa ou do sol, cada lagrima de dor e de felicidade.

Relances

Sentada em um banco no ponto de ônibus, olho para o relógio são quatorze horas e vinte e sete minutos, o sol quente ilumina tudo ao meu redor, algumas pessoas aguardam próximo a mim, uma árvore faz sombra no chão há alguns metros a minha esquerda, carros passam, pessoas falam, o mundo anda.

Fecho meus olhos por algum tempo enquanto respiro profundamente, aquela sensação retorna.

Com o abrir dos olhos já não sinto o sol, o céu está completamente nublado, as pessoas sumiram, carros destruídos e enferrujados se espalham a minha volta, a árvore está seca, prédios em ruínas, não há ninguém, nenhum sinal de vida por perto, algo se aproxima e com o medo fecho meus olhos novamente.

Acordo do transe, as pessoas continuam a falar, os carros a passar, vejo um pássaro na grande árvore, e de cima o sol parece velar por mim, olho para o relógio novamente e vejo que os ponteiros ainda não andaram.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Me expondo

Há algum tempo venho me sentindo mais a vontade para poder falar coisas que só eu sei sobre mim.
Talvez eu realmente esteja amolecendo, e me deixando levar por um amor que nunca achei que estaria ao meu alcance. Coisas muito antigas e que sempre foram soterradas em mim, aos poucos emergem me deixando bem mais leve.

Parece que nunca vou parar de me surpreender com Ele, incrível como Ele consegui ir tão fundo como jamais achei que fosse possível. O simples fato de me escutar e me deixar confortável em seus braços, me fez sentir segurança.

Mas ainda tenho medo, segurança e auto-estima sempre me pareceram palavras ruins, é mais fácil não se decepcionar quando você se enxerga como verdadeiramente é, eu jamais posso esquecer que apesar de querer nunca deixarei de ser o nada que sempre fui, não posso me perder em ilusões e achar que posso chegar em algum lugar, pois nunca terei condições de ser alguém.

Paginas de um velho diario

" 6 de Setembro de 2005

São 5h da manhã eu não dormi nada essa noite, minha mãe já acordou para o trabalho e está se arrumando, ontem eu acordei as 6h para escrever o diário.então vamos la, sobre ontem:

5 de setembro de 2005

Acordei, escrevi no diário e fiquei esperando minha mãe sair, as 7h meu padrasto veio me chamar e fui para o quarto dele, ele começou a fazer o de sempre e enquanto ele estava sobre mim eu imaginei como seria ter um monte de amigos, e até um namorado. Será que alguém um dia vai gostar de mim? Seria legal ter amigos.

Quando ele acabou e me deixou ir já eram quase 10h e eu tinha que me arrumar para a escola, fui tomar banho e fique uns 40min chorando debaixo da água. Fui para o quarto e vesti meu uniforme, quase esqueci minha blusa extra. fui almoçar o maldito miojo de bacon, acho que só mais um mês e ele acaba.

Cheguei na escola e ainda faltavam 20min pra aula começar, tinha planejado estudar na sala neste tempo, mas os meninos jogaram ketchup e maionese em mim de novo,(antes era só no intervalo, isso já está ficando chato) fui ao banheiro me limpar e as meninas saíram assim que entrei, enquanto me limpava percebi que tinham pinchado coisas sobre mim no banheiro, tive vontade de matar todos batendo as cabeças no chão.
No intervalo pegaram meu caderno e rasgaram ele todo, ainda bem que não costumo anotar muita coisa mesmo, jogaram mais maionese e papel higiênico molhado, ainda bem que não tinha trocado a camisa no inicio da aula.

Já na saída ficaram gritando como eu era feia, gorda e tentaram puxar meu cabelo, a professora de ciências não deixou, gosto muito dela, ela me disse que eu não deveria ligar para o que eles dizem, mas falar isso é fácil né. Eu tenho vontade de brigar com todos, mas se minha mãe tiver que faltar em um dos empregos pra ir  na escola eu vou estar muito ferrada, e ela muito brava.

Voltei para casa fui comer, minha mãe me ligou enquanto saía da farmácia e ia dar aula, me disse que tinha que arrumar a casa, meu padrasto me levou para o quarto de novo e quando sai já era 22h corri para arrumar a casa, mas onde eu limpava ele sujava atras, só para me atrapalhar.

Minha mae chegou quase meia noite e ficou extremamente brava porque a casa não estava arrumada do jeito que ela pediu, ela me bateu muito, meu corpo fica mais marcado e roxo a cada dia, os cortes que eu fiz somem rápido, mas os roxos da minha mãe duram muito. Depois que ela me bateu eu fui tomar um banho antes de dormir, ela me tirou do banho porque eu demorei muito, eu estava chorando de novo, odeio quando me veem chorando, ela me bateu mais poque disse que sou muito inútil e fresca.
Fui dormir, mas igual aos outro dias quase não dormi, alias essa noite não dormi nada, fiquei só chorando calada, eu não consigo dormir, mas meu corpo doí muito, minha cabeça não para de doer nunca, escuto os gritos dos meninos da escola, da minha mãe e do meu padrasto na minha cabeça, uma daquelas vozes continua a me dizer que eu não sou nada, que ninguém me quer, que ninguém nunca vai me amar.
me sinto tão criança reclamando de estar sozinha, será que isso vai passar? Queria muito morrer logo, alias já tem alguns dias que venho pensando nisso. "

Achei meu antigo diário hoje, decidi digitar a pagina de 6 anos atras. Eu ainda odeio que me vejam chorando, por mais que seja inevitável.

Aguar as Plantas

Preciso aguar as plantas, tenho muitas plantas, as vezes penso que seria melhor só cortar todas elas pela raiz, matar tudo, manter uma ou du...