Sentada em um banco no ponto de ônibus, olho para o relógio são quatorze horas e vinte e sete minutos, o sol quente ilumina tudo ao meu redor, algumas pessoas aguardam próximo a mim, uma árvore faz sombra no chão há alguns metros a minha esquerda, carros passam, pessoas falam, o mundo anda.
Fecho meus olhos por algum tempo enquanto respiro profundamente, aquela sensação retorna.
Com o abrir dos olhos já não sinto o sol, o céu está completamente nublado, as pessoas sumiram, carros destruídos e enferrujados se espalham a minha volta, a árvore está seca, prédios em ruínas, não há ninguém, nenhum sinal de vida por perto, algo se aproxima e com o medo fecho meus olhos novamente.
Acordo do transe, as pessoas continuam a falar, os carros a passar, vejo um pássaro na grande árvore, e de cima o sol parece velar por mim, olho para o relógio novamente e vejo que os ponteiros ainda não andaram.
domingo, 9 de outubro de 2011
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