sábado, 3 de dezembro de 2011

Into my own Darkness...

Poucos lugares me perturbam mais que os caminho quem ficam em mim.

Lá sempre é noite, sempre escuro, frio e solitário, as Outras raramente tomam forma e andam ao meu lado.

Gosto da lagoa que reflete a minha lua, e se ando um pouco pela margem passo a floresta e chego até o pântano.
 Sempre choro quando entro na fabrica abandonada ou no casebre a beira do precipício gelado, me lembro de quando cai nele e me deparei com canos abaixo de toda aquela água tão fria que machuca os ossos.
Gostaria de gritar sempre que chego nos trilhos do trem que nunca passa e  quando vejo as placas em branco naquela planície infértil.
E claro que tem a maldita sala, onde acontecem todas as reuniões.

Tenho um pequeno continente em mim, mas nunca me aventurei muito por lá,  volto só pela lua, mas só a vi uma vez e faz muito tempo.


Sempre me perguntei onde ficam as coisas boas em mim? Se é tudo tão vazio e melancólico aonde está o amor a amizade e a esperança? Eles estão lá, certo? Tem que estar....


Talvez alem das nuvens, talvez no meu paraíso, talvez...

Nunca me esquecerei da primeira visita, A nevoa, a lua, a arvore seca, e a lagoa espelhada.






Em mim estou a salvo de tudo, mas estou só...

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