quinta-feira, 5 de abril de 2012

Sucumbindo a Eros

Eros está certa, me entregar torna tudo melhor, me deixar guiar pelos sentidos e esquecer que existe algo mais no mundo.
Ela está em acensão dentro de mim, e mais cedo ou mais tarde será incontrolavel.
Eu não me importo mais, ela provou seu ponto, e agora tem o direito de fazer o que quiser, de me deixar fazer o que eu quero.
Algumas correntes se quebram e eu finalmente posso ter alguns momentos de liberdade.
Não me importa como ela vem, só que está lá.

Me Faz Bem

[Eros] Simplesmente fantástico, viu o que pode acontecer se você me der mais atenção? Tente me ouvir mais, eu vi que você gostou, e muito.
[Andrômeda] Sim, e quero repetir mais vezes, eu quero mais.
[Aura] Não percebem como isso é errado?
[Andrômeda] Errado é mais gostoso.
[Aura] Isso não vai acabar bem.
[Eros] Não reclame, que você como todas nos aproveitou, e sei que gostou do que sentiu.
[Aura] Se gostei ou não não vem ao caso, nosso bem está acima disto.
[Andrômeda] E isso não te fez bem? A mim fez.
[Aura] Já pensou em como isso vai acabar?
[Andrômeda] Não me importa, eu quero viver no agora, só isso.
[Eros] Por mim isso não acaba.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Palavras

sombras, sussurros, segredos ao vento
medo, insegurança, descontento
tramas, sonhos, objetivos
verdades, mentiras, substantivos.

Vida

Minha vida se resume a uma sucessão de fracassos e raros momentos de felicidade geralmente cercados de culpa.
Eu sempre faço do meu caminho de de todos que o cruzam os mais infelizes, se não agora, a longo prazo.
Não vejo motivos para isso, não vejo nada na verdade.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Confiar

[Aura] Você está sendo ingenua novamente.
[Andrômeda] Não sei se devo confiar, estou confusa.
[Aura] Até você que não costuma ser desconfiada acha estranho que esse novo amigo esteja tão interessado em estar próximo.
[Andrômeda] Sim, mas por que algo bom não pode me acontecer? Acho que já é hora de poder confiar.
[Aura] Porque é você, nada de bom nos vem de graça, ele quer algo em troca, descubra o que é antes que seja tarde.
[Eros] Ela já sabe o que é, e convenhamos que não achou ruim.
[Aura] É Andrômeda, isso não é bom, Eros está certa, mas você nunca foi assim, sua moral tem sido esquecida, você anda fazendo coisas que jamais aceitaria, o que houve com você? com nós?
[Andrômeda] Eu não procurei por isto, só queria me aproximar o resto foi consequencia, eu não sei como, não sei porque, só aconteceu.
[Eros] Você não procurou, mas eu sim, e você gostou.
[Andrômeda] então é isso? Mas a amizade não é mentira, ele disse que...
[Aura] E você acredita?  Quantas vezes você acreditou e sofreu? Ele quer o mesmo que os outros.
[Andrômeda] Não! porque?
[Eros] Mas você também não é?
[Andrômeda] Eu quero um amigo, eu quero poder confiar.
[Eros] Eu quero mais.

domingo, 18 de março de 2012

Problemas

Problemas...
O tempo passa e eles aumentam, se acumulam, e como em um ciclo me geram mais problemas.
Uma grande bola de neve, rolando, rolando, e a desordem não me deixa ver o tamanho dos estragos.
CAOS, PAIXÃO, DESEJO, INCONSEQUÊNCIA me definem bem.

O que fiz? o que vou fazer? mas nunca penso no que estou fazendo, isso vai acabar mau. Isso vai acabar?
Há alguns meses as crises de depressão voltaram, os cortes, o sangue, dor.
A ânsia de fugir da apatia, do passado.
A necessidade do perigo, da sensação


As únicas coisas que ainda me fazem sentir real é o desejo e a dor, talvez por isso elas sempre andem juntas.
Me fazendo ser mais humana. Eu preciso me sentir real, saber que algo é real, que eu sou real, a dor é real o desejo também, eles não mentem, não podem ser só imaginação.

Preciso da certeza de algo, de que o sangue sai de mim quando me corto, isso dói, mas é bom. isso me torna real, mas ainda não torna o mundo real. Preciso tornar o mundo real, quem sabe se eu corta-lo ele também sangre, isso me soou doentio por um momento, mas um raciocínio logico não?

vai ver nada é real, nem eu  nem a dor



segunda-feira, 12 de março de 2012

Neurastenia?


Neurastenia é um transtorno psicológico usado pela primeira vez por George Miller Beard em 1869 para designar um quadro de exaustão física e psicológica, fraqueza, nervosismo e sensibilidade aumentada (principalmente irritabilidade e humor depressivo).  Era um diagnóstico muito frequente no final do século XIX que desapareceu e foi revivido várias vezes durante o século XX sendo incluído no CID-10 pela OMS Sua prevelência está entre 3 e 11% da população mundial, sendo tão comum em homens quanto em mulheres.

É resultado de uma combinação de fatores endógenos (predisposição genética para ansiedade, depressão e sensibilidade ao cortisol) e exôgenos (situações traumáticas, trabalho exaustivo e frustrante, problemas familiares...). Está associado a um déficit na dopamina. O diagnóstico deve ser feito investigando outras possibilidades de fadiga crônica como distúrbios metabólicos.

Aguar as Plantas

Preciso aguar as plantas, tenho muitas plantas, as vezes penso que seria melhor só cortar todas elas pela raiz, matar tudo, manter uma ou du...