segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

eu e o mundo

 Quanto mais entro em contato com quem sou menos consigo comunicar o que sinto, talvez a noção que tinha do que são essas sensações fosse algum cliché produzido em massa, uma individualidade vendida em larga escala.
Me sinto presa, essa sociedade me drena aos poucos e fica difícil desvincular minha faltá de fé desse consumismo. Sendo bem direta, até a luta contra este sistema virou apenas mais um commoditie.

Meu pensamento flui de forma não linear, gostaria de reproduzir essas imagens geradas por sensações fortes e conjecturas extrapoladas, infelizmente só tenho acesso a palavra escrita, e essa, infelizmente não atende a demanda do que gostaria de transmitir, me sinto menos hoje do que já fui, mesmo sabendo que sou o melhor que poderia ser.

Talvez seja essa noção do meu lugar do esquema do universo que tenha ficado mais precisa.

Estou me perdendo tentando entender essas conexões e a complexidade das relações.


domingo, 14 de janeiro de 2018

Não é vida o suficiente. Não é morte o suficiente.

O gosto do álcool empurrando o lítio pra dentro, sensação que me lembra o toque frio do vidro que me separa da realidade. Aquela necessidade novamente, a urgência em me sentir viva, a violência, medo e dor são os primeiros que busco. Paro um momento pra me questionar o por quê, me sinto mal, culpada por ceder ao impulso de me ferir, testar se ainda sai uma lagrima junto com o sangue. "Uma unha" só uma, eu barganho, que mal pode haver?
Só uma, e outra, e mais dois copos de vodka, um cigarro, outra unha, um corte, outro copo, um antidepressivo velho, mais um, outro corte, outra unha, e no fim a pergunta

Porque ainda estou aqui?

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

More and more changes

É surpreendente como cada passo meu foge mais ao que eu havia imaginado de meu destino, com 24 anos completos eu agora sou diferente do que era aos 19 quando ingressei na minha primeira graduação, ou dos 15 quando comecei a escrever aqui. Sinto vergonha por tantas passagens, mas aqui elas se tornam o exemplo de como me aperfeiçoo a cada dia.

A dor, a angustia é uma constante, cada passo que dou rumo ao fim da minha existência compreendo como ela faz parte de mim, cada frustração, confiança mal direcionada e tropeço permanecem como uma cicatriz, uma prova de que venci batalhas e de que hoje sou melhor que ontem, e espero que, pior que amanhã.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

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Insuportável a sensação de minha pele revestindo meu corpo.
O peso da existência esmagando minha alma.
Suja e covarde.
O quanto dessa dor sou eu tentando justificar meus fracassos?
Desespero pelo contato,
Não afeto, contato.
Eu nasci pra servir, pra sorrir sempre que requisitada
Um totem de expectativas alheias
Destinada a me entregar a qualquer um que me jogue atenção
Sedenta não de amor ou de um toque de carinho, mas da atenção, de desejo vazio.
Meu coração clama por violência.
Sonhos, tempestades de cores e angustias.
E em meus passos só o desejo por me sentir viva novamente
Ódio, ódio que sinto de ser quem sou,
A vida é uma mentira que conto toda noite antes de chorar
Eu queria fazer esse vazio sumir, queria me fazer entender,
Eu morri muito antes de perceber que tinha nascido,
Existência vazava de meu corpo a cada toque, a cada soco, beijo, chute, abraço, grito e silencio.

Acostumei a me esconder em fantasias, sonhando durante o dia, um mundo que reviva cada pedaço deixei nos outros.


Meu suicídio diário, minha prisão eterna.






quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

random thought #1

Quando eu me matar vai ser engraçado, vai ser uma daquelas coisas que ninguém esperava, mas que em retrospecto era meio que obvio.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Anos depois, e os erros e complexos permanecem imutáveis

Achei que tinha conseguido superar alguns dos meu comportamentos autodestrutivos, achei que depois do que aprendi saberia me impor.

No fim nada mudou.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Paradoxo da autodestruição

Ja perdi a conta de quantas vezes me senti como se morresse por dentro, dos momentos intermináveis onde um vazio e angustia me direcionavam ao ódio por mim e a mutilação.

É como se eu precisasse sentir bem comigo pra mudar minhas postura e atitudes; E precisasse mudar minha postura e atitudes para me sentir bem comigo.
O paradoxo autodestrutivo que me carrega como um rio corrente, onde aos poucos sem me mexer afogo.

Estou cansada disso tudo, cansada de me sentir assim, de me medicar, de ter que me justificar.
Cansada da solidão, de  ter que estar ébria pra não querer me matar.

Um grito mudo se perde na minha garganta enquanto sorrio, o mesmo cliché há anos, não sei mais quanto tempo vou aguentar.

Aguar as Plantas

Preciso aguar as plantas, tenho muitas plantas, as vezes penso que seria melhor só cortar todas elas pela raiz, matar tudo, manter uma ou du...